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Senadores pedem corte de verba em deportações de Trump

Senadores pedem corte de verba em deportações de Trump

 

O Senador Bob Menendez (D-NJ) também faz parte da coalisão de legisladores e ativistas que tentam limitar a verba destinada à força de deportação criada por Trump

A manifestação coincidirá com o envio de uma carta ao Comitê de Apropriações do Senado com relação ao ano fiscal de 2018

Na tarde de quinta-feira (22), às 12:30 pm, os senadores Kamala D. Harris (D-CA), Mazie Hirono (D-HI) e Bob Menendez (D-NJ) se juntarão a imigrantes e ativistas para pedirem aos membros do Congresso que reduzam a verba no orçamento de deportações de Trump. A manifestação coincidirá com o envio de uma carta ao Comitê de Apropriações do Senado com relação ao ano fiscal de 2018. A carta pede a redução da verba destinada a aquisição de mais leitos em centros de detenções e a construção de um muro ao longo da fronteira com o México.

No final de abril, o Congresso chegou a um acordo com relação ao orçamento federal que impede a paralização do governo, entretanto, não inclui verba para o polêmico muro proposto pelo Presidente Donald Trump ao longo da fronteira dos EUA com o México. O acordo de US$ 1 trilhão permitirá que a máquina administrativa funcione até 30 de setembro e foi fechado na noite de domingo (30). Apesar de a verba não incluir o muro, a administração atual conseguiu US$ 1.5 bilhão para gastos com a segurança na fronteira.

Os legisladores devem votar no pacote nos próximos dias e os detalhes completos ainda não foram divulgados ao público. O Congresso aprovou, no último fim de semana, o acordo envolvendo uma proposta temporária de gastos para impedir a paralização do governo. A decisão concedeu ao Congresso mais uma semana para trabalhar nos gastos federais ao longo dos últimos 5 meses do ano fiscal.

Caso o acordo não fosse fechado, o impasse poderia provocar o fechamento de parques nacionais, monumentos e deixaria milhares de funcionários governamentais sem salário. O último impasse ocorreu em 2013 e durou 17 dias.

A Casa Branca exigiu que o orçamento incluísse a verba para o início da construção ao longo da fronteira com o país vizinho. A verba de US$ 1.5 bilhão no orçamento para a segurança nas fronteiras vem com restrições. A administração pode somente gastar esse dinheiro no reparo de cercas e muros já construídos, infraestrutura e tecnologia. A administração também está impedida de suspender verbas federais às cidades santuários, que abrigam imigrantes indocumentados. Entretanto, Trump insiste que conseguirá a verba para cumprir sua promessa de campanha através do novo orçamento no outono.

O presidente republicano disse durante um comício na Pensilvânia na noite de sábado (29): “Nós construiremos o muro; nem se preocupem com isso”.

Os democratas disseram ter ido contra 160 medidas de gastos na proposta; que eles consideraram “pílulas venenosas”. Eles também impediram possíveis cortes na verba da Planned Parenthood; um programa de planejamento familiar odiado pelos conservadores pois oferece abortos. A proposta de 1.600 páginas concede aos mineradores US$ 1.3 bilhão em benefícios de saúde; prioridade de dois senadores democratas.

Os republicanos controlam o Congresso, Senado e Câmara dos Deputados, mas os votos dos democratas ainda são necessários para a aprovação do orçamento.


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